A União Europeia nasceu das cinzas da Segunda Guerra Mundial com um propósito claro: garantir que o conflito entre vizinhos europeus nunca mais se repetisse. O primeiro passo concreto ocorreu a 9 de maio de 1950, quando a Declaração Schuman propôs que a produção de carvão e aço da França e da Alemanha fosse gerida em conjunto, tornando a guerra entre estas potências não apenas impensável, mas materialmente impossível. Este gesto fundou a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, unindo inicialmente seis países num destino económico comum.

Com o sucesso desta cooperação, o projeto expandiu-se em 1957 com o Tratado de Roma, que instituiu a Comunidade Económica Europeia e lançou as bases para um mercado comum onde pessoas, bens e serviços pudessem circular livremente. Nas décadas seguintes, a Europa deixou de ser apenas um bloco económico para se tornar uma união política de valores. Portugal e Espanha integraram este projeto em 1986, um marco decisivo para a consolidação das democracias ibéricas e para o desenvolvimento das suas regiões, como a Beira Interior.

A transformação definitiva em União Europeia aconteceu em 1992 com o Tratado de Maastricht, que estabeleceu regras para uma moeda única, uma política externa comum e a cidadania europeia. Este caminho culminou na introdução do Euro em 2002 e no maior alargamento da sua história em 2004, acolhendo países do antigo bloco de Leste e reunificando o continente após a queda do Muro de Berlim.

Atualmente, a União Europeia enfrenta os desafios do século XXI focada na neutralidade climática, na transição digital e na coesão entre os seus Estados-membros. Através de redes de proximidade como os Centros Europe Direct, a União continua a evoluir, assegurando que o projeto iniciado em 1950 permanece vivo e adaptado às necessidades dos cidadãos europeus até 2030 e mais além.

Direitos Fundamentais da União Europeia
- Dignidade Humana
- Liberdade
- Igualdade
- Solidariedade
- Cidadania
- Justiça